UPA de Cabo Frio completa quatro meses de funcionamento (30/08/2010)
Inaugurada no mês de abril, a primeira Unidade de Pronto atendimento (UPA) de Cabo Frio ultrapassou a marca de 50 mil atendimentos. De 15 de abril até o dia 25 de agosto, a UPA já realizou 50.577 atendimentos. A maior demanda ficou por conta da clínica médica, com a marca de 33.349, e da pediatria, com 14.331. A unidade vem batendo recordes de atendimentos desde as primeiras horas de funcionamento. Somente no primeiro mês foram 21 mil registros, ultrapassando a estimativa inicial, que era de 15 mil.
Entre os exames foram feitos 9.585 do tipo laboratorial e 12.494 Raios-X. Em quatro meses de funcionamento a UPA já distribuiu mais de 116 mil medicamentos, sendo os mais procurados a cefalexina, captopril, amoxicilina e paracetamol.
Os primeiros dias de operação da UPA, no entanto, foram atribulados. Acostumada com as filas, a população se aglomerou na porta da unidade, gerando um tempo de espera muito grande. Na UPA, ao contrário do sistema tradicional de atendimentos por ordem de chegada, os casos são direcionados de acordo com a gravidade.
- Apesar da grande demanda, a média de tempo está dentro dos padrões estabelecidos pelo protocolo de atendimentos da UPA. Acontece, muitas vezes, inclusive, de esse tempo ser menor. Esta última semana de agosto, porém, a procura aumentou e o tempo de espera foi maior – disse a médica Cenir Amorim Pereira, diretora geral da unidade, que informou também que foram feitas 2.200 remoções para internações no período.
A UPA de Cabo Frio – que funciona na Avenida Victor Rocha, no Parque Burle – é de porte III, com capacidade de 500 atendimentos por dia e número mínimo de seis médicos por plantão. A quantidade de leitos varia entre 13 e 20 e o investimento feito em construção e equipamentos foi de R$ 2,6 milhões.
Saúde divulga nova escala de carros-fumacê (27/08/2010)
A Secretaria de Saúde de Cabo Frio, através do Setor de Combate a Vetores, divulgou nesta sexta-feira, dia 27 de agosto, a escala semanal dos carros-fumacê para combate ao mosquito da dengue. A programação é válida de segunda, dia 30 de agosto, até sexta-feira, dia 03 de setembro. Serão utilizados dois carros e duas motos que circularão em dois períodos: às 5h ou às 17h.
O combate ao mosquito tem sido intensificado pela Secretaria de Saúde, em consonância com o monitoramento feito pelos profissionais do Departamento de Combate a Vetores:
– As informações dos relatórios de controle da dengue orientam as ações do departamento. A colaboração da população é fundamental para o controle da dengue - disse o chefe do setor, Alcides Cunha.
Confira, abaixo, os bairros do roteiro:
. Segunda-feira, dia 30/08
:
5h – Jardim Caiçara, Palmeiras;
17h – Braga, Segundo Distrito;
. Terça-feira, dia 31/08:
5h – Vila do Sol, Jardim Boa Vista, Jardim Náutillus, Célula Mater;
17h – Guarani, Segundo Distrito;
. Quarta-feira, dia 01/09:
5h – Centro, Passagem, Buraco do Boi, São Bento, Itajurú;
17h – Vila do Sol, Jardim Nautillus, Boa Vista, Célula Mater, Segundo Distrito;
. Quinta-feira, dia 02/09:
5h – Reserva do Peró, Unamar, Florestinha;
17h – Segundo Distrito;
. Sexta-feira, dia 03/09:
5h – Tangará, Loteamento onde fica o Brizolão, Aquárius, Santo Antônio;
17h – Segundo Distrito
Secretaria de Saúde de Cabo Frio implanta projetos que vão modernizar o setor (27/08/2010)
Melhorar o serviço para a população é o objetivo das ações que estão sendo desenvolvidas pela Secretaria de Saúde da cidade. Dentre os projetos previstos estão a implantação da Central de Regulação, Internação, Exame e Consulta, o recadastramento de todos os usuários da rede pública e a criação do cartão único de saúde de Cabo Frio. Estas ações terão como suporte um software de gestão em saúde adquirido pela secretaria da cidade.
O primeiro projeto está em fase de licitação e tem como proposta a reorganização da assistência à saúde em relação à marcação de consultas e exames de forma eletrônica. A expectativa é de que a fase de testes – com duração prevista entre 90 a 120 dias – aconteça ainda no segundo semestre deste ano com o Hospital Municipal da Mulher (HMM) e o Centro de Saúde Oswaldo Cruz (CSOC).
– O objetivo é melhorar o atendimento e criar um mecanismo que concentre as informações dos pacientes. Além disso, fornecer um histórico dos usuários de forma a facilitar o tratamento - disse o subsecretário de saúde, Luiz Carlos Souza.
Ainda de acordo com o médico, o recadastramento de todos os usuários da rede pública será feito por módulos e a estimativa é de que o processo leve cerca de oito meses para ser concluído. O primeiro módulo a começar o recadastramento será o CSOC, que possui cerca de 40 mil cadastros. Na seqüência virá o Posto de Atendimento Médico (PAM), em São Cristóvão, e, depois, o Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos (HMOCS), no Jardim Esperança, até alcançar toda a rede municipal de saúde.
– A aquisição de um programa de gestão traz diversos benefícios para a cidade. Em primeiro lugar, agiliza serviços e promove qualidade no atendimento para a população. Em segundo, oferece controle nos custos, que retornam em mais investimentos para o cidadão - disse o superintendente de Tecnologia, Informática e Comunicação (TIC), Marcelo Fonseca.
Com estas fases concluídas, o próximo desafio da secretaria é a criação de um cartão único de saúde para os moradores de Cabo Frio. O objetivo é concentrar todas as informações do paciente em único prontuário, para melhorar o atendimento nas unidades de saúde:
– O cartão único é o nosso desafio. Calculamos que cerca de 30 a 40% dos usuários de saúde, para exames sofisticados, por exemplo, não sejam de Cabo Frio. Isso acarreta um desgaste muito grande, pois sobrecarrega o sistema, além de onerar o orçamento com gasto excessivo - disse Luiz Carlos.
Ainda de acordo com o subsecretário, para a implantação do cartão único é necessária a conclusão das etapas anteriores. A expectativa é que o projeto tenha início daqui a um ano, quando estas fases estarão terminadas.
Prorrogação da segunda etapa de vacinação contra a pólio termina na sexta-feira (25/08/2010)
Termina na próxima sexta-feira, dia 27, a prorrogação da segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil. De acordo com os resultados parciais informados pela Superintendência de Saúde Coletiva de Cabo Frio, crianças abaixo de um ano ultrapassaram a meta, alcançando 104% de cobertura. Já a faixa etária de um a quatro anos registrou 92,67%. No total, Cabo Frio apresenta 95,02% de crianças imunizadas.
Durante o período normal da vacinação, a média de cobertura nacional entre crianças de 1 a 4 anos foi de 65,61%, enquanto a faixa abaixo de 1 ano alcançou a marca de 73,75%. Já o alcance total estadual ficou em 65,36%, contra 86,88% da média total de Cabo Frio.
- Estamos com um bom índice de cobertura, mas ainda faltam dois dias de campanha. Os pais que ainda não levaram seus filhos devem comparecer aos postos para protegerem seus filhos e evitar doença futura – disse a médica Lucy Pires, superintendente da Saúde Coletiva, informando que a cidade também ficou acima da média estadual e nacional na primeira etapa da campanha, com mais de 100% de cobertura.
Para a prorrogação da campanha, a secretaria de saúde colocou 30 postos de vacinação à disposição da população, que funcionam de 8h às 17h, para continuar imunizando crianças entre zero a cinco anos incompletos. Confira, abaixo, a relação dos postos de vacinação:
01 PAM Santo Antonio
02 Hospital do Jardim Esperança
03 Centro de Saúde Oswaldo Cruz
04 Posto de Saúde Itajurú
05 Posto de Saúde Porto do Carro
06 Posto de Saúde Praia do Siqueira
07 Posto de Saúde Unamar
08 P.S.F Angelim
09 P.S.F Araçá
10 P.S.F Boca do Mato
11 P.S.F Botafogo
12 P.S.F Cajueiro
13 P.S.F Caminho de Búzios
14 P.S.F Gamboa
15 P.S.F Jacaré
16 P.S.F Jardim Caiçara
17 P.S.F Jardim Náutilus
18 P.S.F Manoel Correa
19 P.S.F Maria Joaquina
20 P.S.F Monte Alegre
21 P.S.F Nova Califórnia
22 P.S.F Jardim Peró
23 P.S.F Praia do Siqueira
24 P.S.F São Jacinto
25 P.S.F Tangará
26 P.S.F Vila do Sol
27 P.S.F Vila Nova
28 P.S.F. Porto do Carro
29 P.S.F Peró
30 Hospital Municipal de Tamoios
Saúde inicia utilização de novo inseticida no combate à dengue (20/08/2010)
O Departamento de Vigilância Sanitária de Cabo Frio iniciou, na última semana, a utilização de novo larvicida químico, o diflubenzuron, para o combate ao mosquito da dengue. Uma equipe da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sesdec) esteve na cidade ministrando curso de capacitação para os funcionários do setor de combate a vetores e à dengue do município para utilização do novo inseticida.
Segundo o Diretor do Departamento de Vigilância Sanitária de Cabo Frio, Paulo Campos, a troca do veneno e a capacitação de profissionais são medidas importantes de prevenção e combate à dengue:
- A troca do inseticida é a ponta da prevenção, uma das medidas mais adequadas. Nossa equipe foi orientada quanto à forma correta de utilização do inseticida, como dosagem, preparação e aplicação. Desde a semana passada, começamos a utilizar o novo inseticida e a ação está sendo orientada de acordo com os índices apontados nos relatórios de controle do vetor – afirmou Campos.
De acordo com o técnico de Vigilância Ambiental e Vetores da Sesdec, Humberto de Andrade Teixeira, a mudança de produto ocorre para evitar que o mosquito transmissor da doença adquira resistência ao inseticida:
- Nosso objetivo é manter a dengue sob controle e uma das formas de se fazer isso é com a troca do produto, que deve ocorrer com regularidade. Erradicar a dengue é pouco provável porque o mosquito possui grande capacidade de mutação, ou seja, com o tempo seu organismo cria resistência ao produto. Por isso é necessária a troca regular do veneno – explicou Teixeira.
O pacote de um quilo de diflubenzuron, ainda segundo o técnico da Sesdec, tem capacidade de produção de um milhão de litros de água de solução. Essa mistura serve para ser usada em águas limpas e sujas, diferentemente do anterior, quando era necessário um tipo de veneno para cada condição da água.
Ainda de acordo com o técnico do estado, a atuação do produto acontece no aparelho digestivo da larva, dificultando seu desenvolvimento reprodutivo na forma adulta, tornando-o estéril. Nesta condição, a fêmea do Aedes Aegypti não sai em busca de sangue para se alimentar e reproduzir. Já nos mosquitos na fase intermediária e adulta, a ação do veneno acontece por contato, eliminando-o.
Humberto Teixeira explica também que a aplicação do inseticida tem durabilidade de oito semanas, enquanto que a do anterior era de, no máximo, 15 dias. Após o período de uma semana de uso pelos agentes de saúde o inseticida é encaminhado para os pontos estratégicos (borracharias, oficinas mecânicas, ferros-velho, entre outros), para ser utilizado por até 10 dias.
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